domingo, 24 de junho de 2018

Compartilhamento do Conhecimento Habilitado pela Tecnologia para Inovações Educacionais Abertas Sustentáveis

Como podemos tirar o máximo de uma vasta gama de tecnologias e dos mais recentes resultados de pesquisas para tornar os aspectos invisíveis de ensino e aprendizagem ainda mais visíveis e compartilháveis?

Quanto mais direcionados estiverem os olhos e as mentes intelectuais frente às novas possibilidades no que concerne ao ensino-aprendizagem abertas, mais teremos chances de enfrentar os desafios pedagógicos que surgem nessa transição por que passa a concepção da educação transmissora à mediadora-coletiva. Percebemos que as inovações educacionais estão sendo perceptivelmente encorajadas a ganharem corpo neste terreno ainda um tanto incipiente, porém, no entanto, já bem estruturado em termos tecnológicos e preparado para ganhar novas dimensões através da quebra de paradigmas de seus agentes atuantes. “Hoje, o agrupamento dos recursos intelectuais sobre a prática pedagógica torna-se uma necessidade, em um mundo onde os domínios de conhecimento são fluidos, em constante mudança e em permanente expansão. E, nesse sentido, podemos tratar os nossos cursos e salas de aula como laboratórios ou locais de campo - no melhor sentido do termo-, e contribuir por meio da nossa formação acadêmica para a melhoria e compreensão de aprendizagem e ensino em nosso campo... o imperativo profissional [para se engajar nesse ato] é ao mesmo tempo individual e comunitário.” (Shulman, 2004a, p. 158).
Algo interessante para tornar os aspectos do ensino mais visíveis é lograr êxito em explorar o poder da gestão sofisticada de conhecimento e tecnologias de apoio à comunidade (como etiquetar, comentar, avaliar ferramentas, modelos de recomendação e ferramentas de rede e marcação sociais) para ajudar educadores a encontrar, analisar em pares e usar um número crescente de coleções de experiência e conhecimento educacional documentado. Isso é a chamada Aprendizagem Common. Outra ferramenta tecnológica interessante de disseminar as experiências educacionais nesse processo em rede é a KEEP Toolkit ( http://www.cfkeep.org). Essa plataforma tornou-se um meio econômico e acessível de alcançar esses objetivos, tornando possível aos usuários tirar proveito da tecnologia Web, a fim de compartilhar seus trabalhos e reflexões sobre a seu trabalho, pois suas principais ferramentas proporcionam aos educadores a capacidade de criar “instantâneos”, súmulas sucintas on-line de experiências de aprendizagem e ensino, além de reflexões, suplementos e recursos relacionados.
As ferramentas tecnológicas podem permitir que os educadores representem seus conhecimentos, tirem proveito da multimídia e os tornem “portáteis”. Como exemplo, temos também o Carnegie Workspace, que oferece lugares para reuniões, repositórios de recursos e portais de informações para apoiar os esforços dos projetos. Ele é usado para a comunicação, colaboração e documentação do trabalho realizado durante o curso do programa, permitindo que ideias preliminares, sucessos e desafios possam ser compartilhados ao longo de cada etapa do processo. Aproveitando o KEEP Toolkit e outras características do Workspace, como o Wiki e fóruns de discussão, os participantes do programa podem eficientemente documentar, compartilhar, comentar e desenvolver ainda mais as suas investigações sobre o ensino e aprendizagem dos alunos. Este espaço de incubação é relativamente seguro e privado – somente participantes e convidados do programa têm acesso – o que permite aos participantes discutir livremente possibilidades e dilemas, bem como processos e métodos. Oferecer um espaço assim pode dar aos participantes a oportunidade de explorar, melhorar e construir sobre o conhecimento e a experiência uns dos outros nos esforços de transformação educacional bem-sucedidos.  
À medida em que avança e se expande o esforço para construir e compartilhar a experiência educacional, ela torna-se mais coletiva e colaborativa, deixando de lado a prática pedagógica individual, de antes da revolução cibernética. E, como não poderia deixar de ser – para que haja a consecução disto, o processo de encontrar linguagem adequada, que transcende as fronteiras disciplinares faz-se necessário junto do incentivo  aos usuários para que entendam e captem o seu conhecimento mantido profundamente implícito. Tudo isso, não é tão simples, mas certamente pode ter resultados ricos e profundamente transformadores dentro de uma comunidade.
Em suma, encarar os desafios de compartilhar o saber requer comprometimento por parte de indivíduos e organizações que apoiam essa melhoria educacional; mas, essa instigação não requer apenas isso para obter engajamento dos atores envolvidos. Gosto, paixão, entusiasmo e participação ativa consciente, melhoria da prática do dia-a-dia juntamente à vontade de compartilhar abertamente e aprender uns com os outros é que são os verdadeiros condutores para a mudança do ensino individual para a aprendizagem coletiva.
A melhor forma para aprendermos com os sucessos e desafios uns dos outros no ensino e na aprendizagem - tirando o máximo das tantas possibilidades que as tecnologias e dos mais recentes resultados que as pesquisas apresentam é conectando pessoas, ferramentas, recursos, saberes em todas as disciplinas, instituições e projetos – fazendo com que haja a compreensão do seu conhecimento local. E, a partir da captura deste conhecimento local o tornamos portátil para outros agentes, que, por sua vez, o utilizarão e o aprimorarão em uma escala de progressivo melhoramento para o benefício de todos os sujeitos dentro de uma comunidade.


Texto de referência:
http://www.abed.org.br/arquivos/Livro_Educacao_Aberta_ABED_Positivo_Vijay.pdf



USO EFICAZ DOS REA








ESPAÇO PARA A INTERAÇÃO T & LC






Desafios na Construção e no compartilhamento 
do conhecimento prático:








TEACHING AND LEARNING COMMONS:



segunda-feira, 18 de junho de 2018

Resenha Compartilhando o conhecimento




Estamos na era do compartilhamento, e, como prova cabal de que juntos podemos extrair
e produzir, de maneira análoga e produtiva, segue o link da resenha criada em grupo,
sobre um tema em que se fez jus literal: compartilhando o conhecimento:



Leandro; Bianchini, Margareth; Maria Salete Prado Soares; Santo, Rui; Kurc, Sheila. Compartilhando o Conhecimento. Criando comunidades virtuais de aprendizagem e prática. São Paulo. ECA/USP, 2006. Disponível em: <http://ccvap.futuro.usp.br/TMP_UPLOAD/files/tc-secs1177516821196__nusp9.pdf>

sexta-feira, 8 de junho de 2018

REA e DesignThinking

REA - DT






O movimento para uma Educação Aberta é uma tentativa de buscar alternativas sustentáveis para algumas das barreiras  em relação ao direito de uma educação de qualidade. Nessa perspectiva, o conceito de “abertura” não dependente necessariamente de desenvolvimentos tecnológicos, e antecede a popularização de dispositivos digitais, da internet e da web, mas pode ser fortalecida por novas mídias.

Esse movimento emergente de educação combina a tradição de partilha de boas idéias com colegas educadores e da cultura da Internet, pautada  pela colaboração e interatividade. Esse modus operandi  é construído sobre a crença de que todos devem ter a liberdade de usar, personalizar, melhorar e redistribuir os recursos educacionais, sem restrições. Educadores, estudantes e outras pessoas que partilham esta crença estão unindo-se em um esforço mundial para tornar a educação mais acessível e mais eficaz. 

Na esteira dessa prática emergente, surge algo muito interessante e que vem ajudando no processo de transformação da educação. É a abordagem "Digital Thinking"  que surgiu na Califórnia, em uma empresa de design e inovação - IDEO, em Palo Alto - região, hoje, denominada Vale do Silício por abrigar boa parte das empresas de tecnologia mais inovadoras do mundo. 

O movimento para Educação Aberta depende de práticas abertas, de uma cultura que promova o compartilhamento e a transparência, imprescinde das condições materiais, o que inclui as instituições, sistemas e recursos educacionais disponíveis.  Práticas e recursos interagem para formar, ou podem partir de novos ambientes educacionais





Fontes:




Literatura brasileira com REA

Possuo a formação na área de Ciências e Letras Inglês, Português e Literatura; Leciono para o Ensino Fundamental a disciplina de Literatura...